IDENTIDADES DO BRASIL

Histórias reais de pessoas que lutam pela igualdade racial

Me chamo José Ricardo, sou de Taboão da Serra /São Paulo e tenho 47 anos.

Sou negro, e talvez por não ter a percepção da desigualdade que existia neste país, nem ligava, até por conta da idade e experiência de vida. Mas conforme o tempo vai passando e as experiências vão se acumulando, temos a percepção exata desta desigualdade e do racismo velado que existe na sociedade em geral, mesmo o preconceito também muito arraigado, mas este mais pulverizado, Temos que tomar a educação como força motriz, capaz de gerar mudanças profundas e assim inserir todos dentro de uma base de igualdade.

Meu nome é Helder, tenho 25 anos, e sou de São Paulo. Preconceito étnico é algo muito presente na minha vida, como, por exemplo, no colégio, pois os colegas se dirigiam a mim como “E aí GORILA?”. Por ser gordinho, quando resolvi usar BLACK POWER, fui chamado de diversos apelidos desconfortáveis e recebia olhares de desdém, mas nunca me abalei, por conta disso busquei me fortalecer, pois dançava e ouvia muito Hip-Hop, minha MÃE apoiara, porém tinha forte repressão do meu PAI que alegava: “Você não vai arrumar uma namorada assim”.  Já adulto e na faculdade, fui alvo de comentários racistas, pois cursava TI e era o único PRETO da sala, e sempre que ia numa entrevista para estágio, apesar de bem qualificado, não era contratado por conta do famoso PERFIL.

Anos depois, incomodado com os diversos casos e vendo que o Hip-Hop tinha o poder de transformar, me profissionalizei e me tornei EDUCADOR DE HIP-HOP e defensor da CAUSA PRETA. Há um ano recebi uma ligação para uma entrevista via telefone em inglês, era para uma multinacional, passei na primeira etapa (FALADA), passei na segunda (questionário online), mas fui dispensado na terceira (ENTREVISTA PRESENCIAL COM O GERENTE), e mais uma vês recebi um e-mail dizendo: “OBRIGADO, PORÉM VOCÊ NÃO TEM O PERFIL”.

Sou Edlaine Rúbia, 33 anos e sou de Cuiabá – Mato Grosso.
Quando tinha 13 anos, estudava em uma escola tradicional católica no centro de Cuiabá. Na época, eu e uma colega éramos as únicas negras de uma turma de mais de 30 alunos. Depois de 5 meses na escola, comecei a ter problemas com uma colega de classe. No começo eram apenas discussões entre duas adolescentes, mas com o passar dos meses seu comportamento se tornava mais agressivo, até chegarmos ao ponto dela escrever palavras racistas – “escrava”, “negrinha do pastoreio”, “doméstica”, entre outras ofensas, além de rasgar também alguns de meus livros escolares (todos pagos). Comuniquei à coordenação da escola, que era dirigida por duas freiras, e depois de muito conversar, ainda tentaram me convencer que a culpa era MINHA, pois eu tinha entrado nas provocações da “coleguinha” Stefani, então retornei triste para a classe.
Em outra ocasião, durante a aula de geometria, depois de várias provocações raciais a meu respeito, em uma atitude de desespero para me proteger das diversas agressões verbais e físicas constantes da minha colega de classe, acabei agredindo-a fisicamente, sendo a partir daí que senti na pele o peso de ser negra, pobre e filha de mãe solteira em uma “democracia racial”, sendo que na mesma tarde fui chamada à coordenação da escola, onde recebi alguns dias de suspensão por agressão sem justificativa contra colega de classe, em seguida ligaram para minha mãe ir me buscar e conversar com as coordenadoras sobre o ocorrido naquela tarde.
Depois de algumas horas fui levada para casa por minha mãe. Nesse mesmo tempo minha colega foi para a enfermaria do colégio e foi amparada pelos outros professores e funcionários da escola, depois ficou aguardando a chegada de sua mãe. Quando retornei para a escola dias depois, todos estavam estranhos comigo – da coordenação a faxineiros –  só falavam sobre o ocorrido daquela tarde, ouvi vários professores dizerem que eu deveria ser mais agradecida por ter ganhado bolsa de 50%  –  a única coisas que eles esqueceram de falar é que eu fiz uma prova e passei. Ergui minha cabeça e fiz de conta que nada estava acontecendo, mesmo percebendo o descaso dos professores e alunos. No final da tarde estava no pátio da escola me direcionando para a saída, quando fui surpreendida por um puxão forte no braço, quando olhei era a mãe da garota que por meses me agrediu de diversas formas sem que ninguém fizesse nada. Ela gritou em bom som: “crianças como você não podem frequentar uma escola como essa! Onde já se viu misturar uma filha de preta empregada com crianças bem nascidas das boas famílias cuiabanas? Isso que dá, misturar os filhos de qualquer um com crianças de bem… Você é uma marginal, te dei a oportunidade de ser amiga da minha filha, minhas amigas tinham razão em dizer que você não pertence ao nosso mundo, você não passa de um monte de bosta e me enoja”.

Tenho 36 anos, sou de Castanhal/Pará e me chamo Shirlene Costa.
Sou professora da rede pública de ensino, e só vim me conceber negra na faculdade, passei muito tempo da minha vida achando que era branca. Hoje, tento por meio das minhas aulas de História romper com esses laços de heranças coloniais que é o racismo. Não é fácil,  mas sempre temos os primeiros passos. Meus alunos têm as informações mais cedo que eu tive, contudo não ser branco para alguns deles é um choque. Estou com a causa, ela é mais que justa e necessária. Sou otimista!

Meu nome é Maria Deuza, tenho 50 anos e sou de Natal – RN.
Sou filha de pai negro e de mãe negra. Meu avô paterno era branco de olhos azuis e minha avó negra. Minha avó materna era negra de olhos esverdeados. Para completar essa misturada toda, tive uma bisavó índia, que não conheci. Tenho muito orgulho desse povo todo. Essa mistura sou eu. Nem negra, nem branca, nem parda, apenas gente que gosta de gente e que se orgulha de ter uma família que é a cara do Brasil.

Olá, sou Ingo Vargas, 38 anos, sou de Florianópolis – SC.
Minha mãe é filha de negros e índios gaúchos, meu pai é filho de pescadores portugueses… E eu? Não sou branco o suficiente para ser reconhecido como branco, mas também não sou reconhecido negro pela comunidade negra. Vivo num limbo étnico. Desde adolescente, eu me reconheço negro e ouço, dos dois lados, objeções quanto a minha identidade racial que me evidenciam alvo de preconceito de ambos os lados. Sigo negro!

Me chamo Guilherme, tenho 38 anos e sou de Marília – SP.
Sempre fui um militante da causa negra aqui em minha cidade, que fica no interior de São Paulo, inclusive me aprofundei bastante em busca de referência e estudos relacionados a causa Negra, acontece que com o passar do tempo observei que nossas ações eram subutilizadas e focadas somente no mês de novembro, de forma que o acumulo de expectativas frustradas foram determinante para o meu afastamento estratégico, até agora. Gostaria muito de fazer parte desta iniciativa, creio que o ID_BR SIM À IGUALDADE RACIAL propõe um caminho interessante nesta luta.

Meu nome é Christiane, tenho 44 anos e sou de Goiânia-G0
Qual a minha pele?  Não sei.
Meus irmãos e eu (somos uma família de dois homens e duas mulheres) somos um mix  de antepassados de várias raças. Indígenas (uso esse termo, pois ainda não descobri de qual etnia nós somos), judeus, italianos, brasileiros. Minha mãe e minha irmã caçula têm a pele mais escura que a minha. Meus dois irmãos têm a pele mais escura que a minha e mais clara que a de minha mãe e minha irmã. Meu pai tem duas cores de pele, uma que parece com a cor da minha e a outra é cor do vitiligo. Somos 6 pessoas com meus pais ainda casados.
Dos quatro filhos, sou a única que herdou os olhos claros, ou de meu avô materno ou de minha avó paterna. Já me perguntaram várias vezes se minha mãe havia me adotado. Quando criança eu perguntava para minha mãe de que cor eu era: “rsrrs você é cor de caramelo”, amei, é claro, só pensei no doce; os pediatras diziam que era ‘amarela’, no registro de nascimento a minha COR é branca e a de minha irmã caçula é preta.
Nas escolas, sempre havia um grupinho que vinha me atormentar para dizer que meus olhos eram “azedos como limão”, que meu cabelo era como uma “vassoura velha” (cacheados).

Meu nome é Adilson de Lima Garcia e sou do Rio de Janeiro. Eu sempre ouvi palavras como moreno, marrom bombom, para identificar a minha etnia, por causa do tipo de cabelo ondulado. Minha pele não era suficiente para que eu fosse identificado como negro. As pessoas achavam que estariam me diminuindo se me chamassem de negro. Utilizando as palavras acima pasta me aceitar.
Sou negro e entendo isso muito bem.

Meu nome é Rita Kuhnbach, sou de São Paulo, sou gestora do projeto AFROBAPHO BRASIL. Trabalho com eventos, moda, casting e beleza.
Minha cor é fruto desta história.
Meu bisavô era africano puro e foi trazido para  uma fazenda de café em Minas Gerais, Minha bisavó, filha do dono da fazenda, por ele se apaixonou. Após muita luta e sofrimento eles se casaram. Minha bisa morreu no parto.
Meu Bisavô arrasado se atirou em baixo da locomotiva.
Ficou minha Vovó Lavínia, única Negra em uma família somente de  brancos. Fugiu aos 14 anos para São Paulo e depois de mais sofrimento, se casou com um português recém chegado ao Brasil.
Foram felizes por anos.
Tiveram 11 filhos e a única mulher é minha mãe, que se casou com um filho de uma Italiano e um negro.
Ai vem eu que me casei com um alemão e tenho duas filhas lindíssimas, digo sempre: um documento da raça pela graça da mistura.
Assim é o Brasil.
Em meu projeto trabalho com base em minhas experiências de vida e as transformações que consegui nestes últimos 26 anos de trabalho.  Igualdade sempre, mas com mais trabalho e atenção.

Meu nome é Elton, tenho 35 anos, sou de Brumadinho MG, formado em História e Pós-graduado em História e cultura Afro-brasileira. Tive contato muito cedo com o racismo, bem jovem lembro dos lamentos da minha mãe, ela por vezes embriagada nos contava do desprezo que sofria pelos meus avos paternos (brancos), o meu avô colocava desenhos de macaco feitos por ele debaixo da porta da nossa casa, a cada relato da minha mãe eu sempre sofria junto junto dela. Os anos se passaram e os ataques foram canalizados para mim e minhas irmas, sempre éramos tido como os mais pobres, os mais ignorantes e os feios. Vivemos neste ambiente hostil por mais de 15 anos até que minha mãe ganhou um lote em uma área invadida em BH, só então eu minhas irmas saímos daquele ambiente aviltante.
Pensei que estava seguro longe dos “FAMILIARES”, mas logo vi que os ataques que sofríamos em casa nada mais era que um eco da sociedade. tardiamente na escola senti literalmente na pele o que significava ser rejeitado e totalmente excluído, aos 17 anos o mercado de trabalho não deixou por menos, deu-me golpes impiedosos  e nada velados, lembro-me claramente em um dos meus sub-empregos, eu estava descansando logo após a hora do almoço e a dona da casa chegou e me viu sentado junto com meus companheiros (brancos) ela veio direto a mim e perguntou: “o que você esta fazendo parado aí?” eu respondi: “estou fazendo minha hora de almoço”  e ela disse com a mão na cintura: “não sei se preto tem direito a descanso! se fosse no tempo da escravidão você estaria amarrado num tronco levando chibatadas e eu como sou loura e linda estaria dançando e rindo!” naquele momento fiquei paralisado, nunca me vi tão fragilizado daquela maneira, todos os presentes ficaram sem lugar, e então alguém disse para mim que aquele tempo havia acabado e eu de cabeça baixa apenas murmurei que sim, mas com um gosto amargo de ser nada naquele momento…
HOJE ME FIZ FORTE, CONSCIENTE E GUERREIRO, CERTO DOS MEUS DIREITO ENQUANTO CIDADÃO COMPRO BRIGA FÁCIL, PRINCIPALMENTE AS QUE NÃO SÃO MINHAS. IGUALDADE É UM DIREITO INALIENÁVEL!

Meu nome é Djalma Moraes,  moro em Santos, sou militante desde a juventude, sempre tive a intenção de lutar por esta causa tão nobre. Em 1992 me tornei membro do Conselho de Participação de Desenvolvimento da Comunidade Negra de Santos, onde tive a oportunidade de discutir políticas e ações afirmativas, além de buscar o resgate histórico do negro em uma das cidades mais antigas do Brasil. Hoje, atuo em projetos da Afrosan, entidade fundada para auxiliar jovens negros e carentes a entrar na universidade, além de desenvolver projetos de cidadania e capacitação para o mercado de trabalho. Quero fazer parte desta batalha, principalmente depois de ouvir os relatos da fundadora no CONALIFE 2017.

Sou Adelmo da Silva, de Sumaré – SP, sou negro e tenho orgulho da minha etnia. Trago comigo as cicatrizes e sequelas da escravização, mas também muita paz e harmonia no coração. Luto por mais políticas públicas afirmativas e reparadoras das injustiças e desigualdades sociais de que meu povo é vítima há séculos.
Meu povo diz Sim à Igualdade Racial.

Sou Rafael Mendonça. Sou negro de pele e alma. Sofri e sofro racismo.
Vivemos em um país que considera a cor da sua pele mais importante que o seu caráter, e isso é muito errado.
Roubaram nossa história, nossos sobrenomes e nomes não são nossos, mas nossas raízes voltam a ter vida.
Luto e lutarei por meu povo. Meu povo negro.

Sou Joice Aziza, mulher negra periférica, professora de História da Rede Estadual de São Paulo e especialista em História e Cultura Afro-brasileira.
Senti o gosto amargo do racismo à brasileira (o que deu certo), durante minha fase adulta, junto às questões de cabelo mais enfaticamente. Pois, por muito tempo, ( por ter baixa pigmentação e olhos verdes, mesmo sendo filha de pais de pigmentação mais retinta), fui considerada a “exótica” ou a “moreninha”. A Preta aceitável na sociedade.
Luto no interior e no exterior da sala de aula, pela descolonização de mentes da população não negra, junto ao empoderamento do povo Afrobrasileiro.
Beijafros e axé

Eu, Julia Paes sou da cidade de Lagoa dos gatos/PE, sou parda e Luto todo dia contra o racismo, machismo e transfobia. Sendo do movimento LGBT que tambem luta pela igualdade racial. Eu digo #SIMAIGUALDADERACIAL

Oi. Sou Chris e hoje consegui conhecer Luana e Roberto do ID_BR. Eles deram uma conversa sobre o que eles estão fazendo, e sua nova iniciativa, e foi muito educacional. Eu aprendi muito sobre o que está acontecendo no Brasil, e as semelhanças e diferenças entre o que está acontecendo nos Estados Unidos também. E uma coisa que eu aprendi também é que, talvez, devemos estar mais conscientes do que está acontecendo no Brasil. Temos pessoas que estão em todo o mundo que se parecem com nós, têm os mesmos problemas que nós, e ainda não compartilhamos os mesmos recursos. Acho que há uma responsabilidade de todos, de todas as raças e nacionalidades, de se unir para dizer sim à justiça racial e à igualdade racial. (Hi. I’m Chris and today I was able to meet Luana e Roberto from ID_BR. They gave a talk about what they’re doing, and their new initiative, and it was very educational.  I learned a lot about what’s happening in Brazil, and the similarities and differences between what’s happening in the United States as well.  And one thing I learned as well is that, perhaps, we should be more aware of what’s happening in Brazil.  We have people that are across the world that look like us, have the same problems as us, and yet we don’t share the same resources. I think that there is a responsibility of everyone, of every race and nationality, to come together to say yes to racial justice and racial equality.)

Sofro com o racismo desde que me entendo por gente, então, lá se vão uns 35 anos. Há 9 anos comecei minha trajetória religiosa no Candomblé que agregou mais um elemento de discriminação e preconceito. Este ano completo 7 anos de iniciada e o ódio religioso é mais um monstro a ser enfrentado e combatido. Em minha família aprendemos desde muito cedo a enfrentar o racismo e lutar para ocupar nossos espaços, mas confesso que muitas vezes dá muito desespero ver que a sociedade não muda e que o racismo continua na base do pensamento do senso comum. Tentam nos manter à margem da sociedade. Mas somos raízes e sementes, continuaremos a resistir já que essa foi uma das heranças deixadas por nossos ancestrais.

Sou professora de ballet Clássico, e um dia saindo da sala de aula, eu fui “abordada” por uma pergunta em estilo preconceituoso. Saíamos eu, duas alunas negras e uma aluna branca, e uma pseudo cliente se direcionou a minha única aluna branca, perguntando como era aula, pois ela queria matricular sua filha e queria mais detalhes. Minha aluna deu uma bela gargalhada, e disse: – Eu não sou a professora! Naquele momento, nos deparamos com o preconceito imposto pela sociedade, onde uma professora de ballet clássico não pode ser NEGRA. A pseudo cliente não teve a educação de perguntar quem era a professora: ela simplesmente intitulou que a minha única aluna branca fosse a professora, das 4 pessoas, sendo uma branca, por que apenas a branca poderia ser a professora? Eu me choco que ainda, em pleno século XXI enfrentamos o racismo como pauta ainda forte. Pra mim no momento foi forte, mas eu não podia demonstrar tristeza naquele momento, tinha que, mesmo sofrendo preconceito, manter a compostura e atender a pseudo cliente. Ser negro é ser rejeitado por pessoas incompletas de amor e da capacidade de entender que todos somos iguais. Após esse evento continuo seguindo em frente, e acreditando que anos de estudos não foram em vão. Mas peço a Deus que nos livre dos fracos e que eles aprendam a respeitar e tratar-nos como normais, e não como seres sem qualificação.

Sou negro de pele e indefinido de alma e espírito. Por dentro busco parecer com Jesus Cristo que pra mim é o modelo perfeito de quem não faz acepção de pessoas, cor, raça ou credo. Ele ama igualmente até mesmo os que o rejeitam. Pois bem, minha mãe relata que nossos bisavós, parte eram de Portugal, parte eram Italianos. Aqui no Brasil se misturaram com índios. ELA (minha mae) se misturou com meu Pai (negro) com aflorada raiz africana, minha avó paterna carregava traços indígenas, a tratávamos de “vó china” (à assemelhávamos aos filmes (chineses), porque tinha olhinhos puxadinhos), mas, hoje percebo que os traços eram indígenas. Como a desigualdade me afetou e ainda afeta! Bem, sou advogado e fui administrador de empresa por longos anos. Um dos episódios mais marcantes que recordo foi quando compareci a uma reunião negocial no Rio Grande Sul (Guaiba), eu aguardava na recepção a convocação de entrada. A secretária do gerente compareceu na recepção por duas vezes, me viu sentando e as duas retornou, não acreditando que o único negro que estava na recepção era a pessoa esperada. Passados alguns minutos o telefone da recepcionista tocou perguntando, onde estava (o sr. Ricardo) e ela sussurrou bem baixinho que eu estava sentado na recepção. O gerente meio desconcertado VEIO pessoalmente e me convidou para entrar. Nos balcões de secretarias dos tribunais não é muito diferente, mesmo, realizando tarefas que exigem prerrogativas para prática-las os servidores quase sempre perguntam “você é advogado?). Concluindo (sou brasileiro, com raízes espalhadas entre os continentes africano, europeu e América do Sul) e não nego minha “brasilidade”, ao contrário, muito me orgulho do que sou! A cor da pele é só um detalhe pra mim: um detalhe lindo!

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As camisas da campanha Sim à Igualdade Racial tem um coração estilizado, produzido por um grupo de mulheres da Rocinha, favela da cidade do Rio de Janeiro, vinculadas a Cooperativa de Trabalho Artesanal e de Costura. Com este trabalho mais e mais mulheres aumentam suas rendas, são valorizadas e tem o seu engajamento profissional reconhecido, ao mesmo tempo em que incrementamos e fomentamos a economia colaborativa.
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Luana Génot fala sobre o Sim à Igualdade Racial no TEDx SP

Luana é diretora executiva do ID_BR – Instituto Identidades do Brasil, ONG comprometida com a promoção dos direitos humanos e com foco na luta pela igualdade racial através do licenciamento da logo da campanha “Sim à Igualdade Racial” e do desenvolvimento de ações de conscientização e engajamento contra o racismo.

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Entenda por que é tão importante falar da questão racial no Brasil

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