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Facebook apoia primeira startup brasileira de turismo para população negra.

Selecionados para Estação Hack, empreendedores realizam vaquinha virtual para custear despesas em São Paulo.



Facebook apoia primeira startup brasileira de turismo para população negra.

Presente nos principais programas de aceleração do País, a startup Diaspora.Black, ​primeira rede de turismo focada na população negra, iniciou em janeiro um novo desafio: a aceleradora Estação Hack, promovida pelo Facebook! Entre janeiro e junho, a empresa ficará sediada no primeiro centro de inovação social da empresa, em São Paulo. Apesar do reconhecimento, os empreendedores dependem de uma vaquinha virtual para participar da aceleração.

A arrecadação teve início no dia 10 de janeiro, pelo endereço www.catarse.me/diasporablack. As contribuições podem ser feitas a partir de R$ 15, com boleto ou cartão de crédito. Para valores acima de R$ 100, o pagamento é parcelado em até três vezes. Como recompensa, os apoiadores recebem cartões, descontos e diárias de hospedagem na rede credenciada.

A Estação Hack representa o maior investimento já feito pelo Facebook na América Latina. No espaço, acontecem consultorias de empreendedorismo digital e cursos de desenvolvimento de aplicativos. A Diaspora.Black é a única focada na população negra entre as 10 startups selecionadas em um universo de 760 iniciativas inscritas. Atuando como um market place, a empresa aposta no turismo para promover geração de renda e valorizar a cultura negra.

Carlos Humberto, Antonio Luz e André Ribeiros, da Diáspora Black, na Estação Hack, em São Paulo.

 

O modelo foi desenhado ao longo do último semestre, com consultorias dos principais processos de aceleração do País, como o #Labora, promovido pelo Instituto Oi Futuro em parceria com o fundo internacional Yunus Negócios Sociais. A startup também é residente no Oito, espaço de inovação da Oi, no Rio. Em 2018, a empresa também será acompanhada por consultores da AbeLLha e da Pólen – Polo de Inovação da Unisuam.

Apesar da trajetória bem sucedida em apenas um ano, a startup não conta ainda com qualquer investimento. Os três sócios investiram mais de R$ 40 mil na iniciativa, além de R$ 17 mil arrecadados numa primeira campanha de financiamento coletivo, em 2016.

“Se empreender é difícil para qualquer jovem, para nós, negros, este desafio se soma à outras dificuldades. Somos 51% dos empreendedores do País, mas temos 3X mais chance de ter um investimento negado, segundo o Sebrae”, conta o CEO da Diaspora.Black​, Carlos Humberto Silva. “Ao sermos selecionados, nossa sensação foi como ter sido aprovado para a melhor universidade de medicina, mas sem ter como arcar com os custos”, compara. Para não perder a oportunidade de apoio do Facebook, os sócios organizaram uma campanha de financiamento coletivo na internet. O objetivo é arrecadar cerca de R$ 62 mil para cobrir custos de alimentação, transporte e moradia em São Paulo, durante o período do curso.


Sobre a startup:

Em operação desde julho, a Diaspora.Black está presente em mais de dez países com cerca de 1.500 usuários. O primeiro serviço oferecido são acomodações compartilhadas, mas ao longo desse ano serão incluídas agências de viagens, guias e roteiros, restaurantes, estabelecimentos culturais, entre outros serviços. Os usuários também têm descontos em estabelecimentos credenciados, promovendo a circulação econômica na comunidade negra.

“O propósito é reunir e fortalecer coletivamente as referências culturais e simbólicas da cultura negra em uma única plataforma”, explica Carlos Humberto. O executivo, o primeiro negro brasileiro a estudar em Harvard, decidiu criar a empresa após vivenciar situações de racismo em plataformas de acomodações compartilhadas. A situação foi alvo de estudo pela Universidade de Harvard, que identificou um índice de 16% de rejeição para a população negra em plataformas digitais colaborativas.

 

Site: https://diaspora.black

Contribua com o financiamento coletivo: https://www.catarse.me/diasporablack